sábado, 28 de junho de 2014

O modelo dos modelos
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Atendimento Educacional Especializado

Baseado no texto “O modelo dos modelos” de Ítalo Calvino

O Atendimento Educacional Especializado não tem receitas ou modelos. Há sim diretrizes a serem seguidas. Diretrizes estas que constituem apenas um rumo, uma direção. Cada caso, cada aluno, cada escola é um começar do zero.
É preciso conhecer o todo antes de analisar as partes. Saber sobre as deficiências e sobre as políticas da Educação Inclusiva antes de se debruçar sobre um caso específico. E só então, partindo desses conhecimentos, procurar saber e valorizar a singularidade de cada aluno, contemplando suas dificuldades e suas habilidades e pensando nele como um ser único que não pode e não deve ser comparado com os demais por sua deficiência.
Nosso papel é esse: construir e desconstruir modelos. Tentar sem ter medo de errar na tentativa de encontrar aquilo que seja útil e possível. Aprender a aprender, mas também a desaprender se necessário for, pois a verdade nem sempre é imutável e novas concepções e modelos sempre surgem para nos ajudar a crescer e fazer sempre melhor. Só poderemos fazer a diferença nas nossas Salas de Recursos Multifuncionais, nas nossas escolas, cidades, estados e onde for, quando aprendermos que o melhor conhecimento vem das experiências, das vitórias, das conquistas... mas também dos fracassos que nos fazem tentar de novo, refletir, melhorar, aprimorar. Os modelos são muitos e por vezes se completam, se corrigem, se combinam para ser de fato modelos.

3 comentários:

  1. Isso, Patrícia! Como você bem disse "precisamos construir e reconstruir modelos". Somos seres transitórias, instáveis, inacabadas,transformáveis uns nos outros, portanto não existe um modelo único e também não há como transformar os modelos existentes em um só.

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  2. Patrícia, você consegue passar, em seu texto, a importância que o AEE tem na vida das pessoas. Além disso, mostra que somos todos diferentes e não podemos dizer que há um único modelo a ser seguido, devido à pluralidade social. Assim, devemos, como você muito bem esclarece, desconstruir os modelos pré-existentes e passarmos a olhar e compreender melhor as pessoas.

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  3. Patrícia, sua analise é tão clara, que queria que os profissionais da minha escola tivessem a oportunidade de ler o que você escreve. Parabéns!

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